Pular para o conteúdo
BENMETAISSoluções Industriais
Comercial8 min de leitura

O que define o preço do corte a laser (e por que não existe tabela fixa)

O preço do corte a laser é formado por quatro variáveis: o material da chapa, a espessura, o comprimento total da linha de corte e a quantidade de peças. Não existe preço por peça tabelado porque duas peças do mesmo tamanho podem ter comprimentos de corte muito diferentes — uma chapa vazada com centenas de furos custa mais que um retângulo liso das mesmas dimensões.

As quatro variáveis que formam o preço

Quem pede corte a laser pela primeira vez quase sempre espera um preço por peça ou por metro quadrado. Não é assim que a conta fecha. O que a máquina consome é tempo, e o tempo depende de quatro coisas: qual material, qual espessura, quanto de linha o feixe precisa percorrer e quantas peças saem da mesma preparação.

VariávelEfeito no custoQuem controla
MaterialDefine preço da chapa e velocidade de corteProjeto
EspessuraQuanto maior, menor a velocidade — efeito não linearProjeto
Comprimento de corteTempo de máquina proporcionalDesenho
QuantidadeDilui a preparação e melhora o aproveitamentoPedido

1. Você não paga pela área, paga pelo contorno

Este é o ponto que mais surpreende. Duas peças podem ocupar exatamente o mesmo espaço na chapa e ter custos de corte muito diferentes. Um retângulo de 300 × 200 mm tem 1 metro de contorno. O mesmo retângulo com 200 furos de 8 mm passa a ter 1 metro de contorno externo mais cerca de 5 metros de contorno interno — seis vezes mais linha para o feixe percorrer, na mesma área de chapa.

É por isso que chapa perfurada decorativa, peça vazada e painel com padrão custam bem mais que a intuição sugere: o preço acompanha a soma de todos os contornos, externos e internos, mais o número de perfurações iniciais — cada furo exige uma perfuração antes de o corte começar, e perfuração é tempo parado.

2. Espessura não encarece de forma proporcional

Dobrar a espessura não dobra o custo — costuma mais que dobrar. Chapa mais grossa exige potência maior, velocidade menor e mais gás de assistência. Além disso, o tempo de perfuração cresce de forma acentuada com a espessura: em chapa fina a perfuração é quase instantânea, em chapa grossa ela pode levar segundos por furo. Numa peça com dezenas de furos, isso vira a maior parcela do tempo de máquina.

Consequência prática: se o projeto permite, avaliar se a peça realmente precisa da espessura especificada costuma render mais economia do que negociar o preço do metro cortado. Uma aba dobrada muitas vezes entrega a mesma rigidez que uma chapa mais grossa e plana — veja dobra de chapas.

3. Material muda dois custos ao mesmo tempo

O material entra na conta duas vezes: no preço da chapa e na velocidade de corte. Aço inox e alumínio, além de custarem mais por quilo que o aço carbono, cortam mais devagar em várias faixas de espessura — o alumínio por ser mais refletivo e condutivo, o inox por exigir gás de assistência diferente para manter a borda limpa.

Vale comparar antes de fechar o projeto. Em muitos casos, aço carbono pintado resolve o mesmo problema que o galvanizado por um custo total menor; em outros, o galvanizado dispensa a etapa de pintura e sai na frente. A comparação completa está em materiais.

4. Quantidade dilui o que é custo fixo

Todo pedido tem uma parcela que não muda com a quantidade: analisar o arquivo, corrigir geometria, montar o plano de corte, preparar a máquina. Numa peça só, essa parcela é o grosso do orçamento. Em cinquenta peças, ela praticamente desaparece do custo unitário.

Por isso a diferença entre 1 e 10 peças costuma ser muito menor que dez vezes. Se você já sabe que vai precisar de mais peças ao longo do ano, perguntar o preço para o lote maior vale a pena — mesmo que a entrega seja parcelada.

Aproveitamento de chapa: o custo invisível

A chapa vem em dimensões padronizadas. O que sobra depois de cortar suas peças é sucata, e alguém paga por ela. O plano de corte — o nesting — encaixa as peças para minimizar essa sobra.

Três coisas ajudam o aproveitamento: peças com contornos que encaixam entre si, flexibilidade na orientação (quando a peça não tem restrição de direção de laminação) e agrupar pedidos diferentes na mesma chapa. Se você tem várias peças para fazer ao longo de alguns meses, mandar tudo junto costuma render desconto real — não por negociação, mas porque a sobra diminui de fato.

Detalhes de projeto que encarecem sem parecer

DetalhePor que encareceAlternativa
Furo menor que a espessura da chapaPode não ser executável a laser; exige furação à parteAumentar o diâmetro ou prever furação mecânica
Canto interno com raio zeroO feixe é redondo: raio vivo interno não existePrever raio mínimo igual ao da ferramenta
Tolerância apertada em toda a peçaExige conferência peça a peçaMarcar só a cota crítica no desenho
Gravação em toda a superfícieMarcação é tempo de máquina como o corteGravar só a identificação necessária

Como reduzir o custo sem mudar a peça

  1. Agrupe pedidos. Mais peças na mesma chapa significa menos sobra e menos preparação por peça.
  2. Revise a espessura. Uma dobra bem posicionada frequentemente substitui uma chapa mais grossa.
  3. Marque só a cota que importa. Tolerância apertada onde não é necessária vira custo de conferência.
  4. Mande o arquivo limpo. Contorno aberto e entidade duplicada consomem tempo de preparação — veja os 7 erros mais comuns em DXF.
  5. Avise se a orientação é livre. Isso dá liberdade ao plano de corte e melhora o aproveitamento.

O que pedir num orçamento

Um orçamento útil informa o preço unitário, o preço do lote, o prazo considerando a fila real de produção e o que está incluso — se o material é fornecido, se a peça sai rebarbada, se a dobra e a pintura estão no mesmo valor. Comparar propostas que não deixam isso claro leva a surpresa depois.

Na Ben Metais o orçamento é feito sobre o arquivo real, sem custo. Mande o desenho com material, espessura e quantidade que a gente responde com prazo e preço fechados.

CompartilharWhatsAppLinkedIn

Corte a laser, dobra e pintura a pó sob o mesmo teto.

Pedir orçamento